Política

Padrão de tomada de três pinos entra 'na mira' de Bolsonaro

Escrito por Pesquisa Web em 17 de Junho de 2019
[Padrão de tomada de três pinos entra 'na mira' de Bolsonaro]

Para secretário, modelo dificulta entrada de equipamentos elétricos importados e aumenta custos para a adaptação. 

Depois de medidas de impacto como as mudanças nas leis de trânsito, inclusive sobre a exigência de cadeirinha para crianças no banco traseiro, o Governo Bolsonaro prepara agora uma norma para revogar o uso da tomada de três pinos. As informações são do jornal Valor Econômico.

Chamada por alguns assessores presidenciais, de "tomada do PT", o padrão de três pontos é obrigatório desde 2011. Em abril, essa foi uma das medidas defendidas pelo assessor internacional do presidente, Filipe Garcia Martins, no Twitter: "Temos que nos livrar da tomada de três pinos, das urnas eletrônicas inauditáveis e do acordo ortográfico", escreveu ele.

À publicação, o secretário especial de Produtividade e Competitividade, Carlos Alexandre da Costa, afirmou que "a sociedade brasileira, com toda legitimidade, rejeitou a tomada de três pinos” e que o padrão é uma "excrescência". “Não é só um tema técnico. É um assunto que afeta a segurança, a concorrência e a produtividade”, afirmou Costa.

Técnicos

Segundo a reportagem, a nova mudança tem esbarrado em resistência dos técnicos. Uma análise de impacto regulatório, feita por servidores do Inmetro, teria sido desfavorável a mais uma substituição dos plugues e tomadas no Brasil, o que teria rendido uma bronca à presidente do Inmetro, Ângela Flores Furtado, por Costa.

Depois disso, a presidente assinou nota técnica em que ratifica a segurança do padrão brasileiro, mas considera "tecnicamente viável a disponibilidade de outro padrão internacional de tomada".

Para o secretário, a medida teria potencial impacto sobre a produtividade, uma vez que o padrão atual dificultaria a entrada de equipamentos elétricos importados e aumentaria os custos de adaptação. Ele aponta que apenas 20% das tomadas de dois pinos foram efetivamente trocadas até agora.

Ainda segundo a publicação, o secretário descarta a volta da obrigatoriedade do padrão anterior e prefere flexibilizar o atual - ou adotar um terceiro, compatível com os dois anteriores e com outros modelos já existentes no exterior.

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