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População de Camaçari deve ficar atenta para casos de Esporotricose

Escrito por: Sheila Barretto - Ciência e Saúde - 13 de Março de 2018

(Foto: Reprodução)

Durante os anos de 2015 a 2017, os casos confirmados de Esporotricose tiveram um aumento de 457% em Camaçari e por isso a doença merece atenção. Causada por um fungo, a enfermidade teve o primeiro surto na Bahia justamente em Camaçari, com nove casos em humanos e quatro em gatos. Os principais sintomas são as lesões ulceradas na pele, geralmente com pus, que não cicatrizam e costumam evoluir rapidamente, localizando-se principalmente na face, orelhas e membros, semelhantes à Leishmaniose.

A produção do Camaçari Notícias conversou com diretora de vigilância em saúde do município, Fátima Guirra, que afirmou que a doença precisa ser observada como qualquer outra e que neste ano de 2017 já existem dois casos confirmados em humanos no município, sendo um na sede e outro na orla. Apesar de merecer atenção, Fátima disse que Camaçari não está vivendo um surto da doença.

“Surto é quando há a ocorrência de vários casos em um curto espaço de tempo e em uma área delimitada, como um bairro, uma escola, ou uma creche. No caso da Esporotricose em Camaçari os casos estão distribuídos em diversos locais, o que não caracteriza um surto”, explica Fátima.

De acordo com estudos feitos pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Camaçari, a Esporotricose se caracteriza por uma micose subcutânea causada pelo fungo Sporothrix schenckii. Ela acomete o ser humano e uma grande variedade de animais, especialmente os felinos. Ainda segundo a pesquisa, o fungo Sporothrix vive no solo, em palhas, vegetais e madeiras, podendo ser transmitido por meio de materiais contaminados, como farpas ou espinhos.

Fátima Guirra alerta para que as pessoas que trabalham diretamente com a terra utilizem sempre luvas durante o manuseio, pois se a pele apresentar algum ferimento, pode servir de porta de entrada para o fungo. Isso também se aplica para as pessoas que retiram as cutículas das unhas.

Em caso de suspeita da doença, Fátima indica que a pessoa procure as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e se o infectado for o bichinho de estimação, ele deve ser levado imediatamente ao veterinário. “É importante que a clínica faça a notificação da doença ao CCZ para que os casos sejam registrados. Camaçari vai incluir a notificação compulsória para que as pessoas possam ter acesso ao tratamento adequado, que é demorado, durando de 90 dias até um ano”.

Em caso de dúvidas, entre em contato com o CCZ nos telefones (71) 3634-5743/5753.

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