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ENTREVISTA
Quinta-feira, 05 de Dezembro de 2013

Conheça a Brigada Voluntária de Emergência de Camaçari

Geovania Cruz / CN


Paulo Brown, presidente da Brigada Voluntária de Emergência, fala sobre os trabalhos da entidade no município de Camaçari
A Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu em assembleia geral em 1985 a data 5 de dezembro como Dia Internacional do Voluntariado.

De acordo com a definição da ONU “voluntário” é o jovem, adulto ou idoso que, dedica parte do seu tempo, sem remuneração, às diversas formas de atividades em busca do bem de outras pessoas. Se você se enquadra nesse perfil, parabéns. Hoje é seu dia.

Em Camaçari, diversas pessoas (individual ou em grupos) dispõem seu tempo livre e suas aptidões ao trabalho social em prol dos indivíduos, famílias e comunidade.

Como exemplo, conheça agora a Brigada Voluntária de Emergência de Camaçari, apresentada pelo seu presidente e fundador, Paulo Brown, morador do bairro Jardim Limoeiro.

CN - O que é a Brigada Voluntária de Emergência e qual o seu objetivo?

Paulo - Instituição não governamental e sem fins lucrativos, formada, exclusivamente, por pessoas que dispõem a realizar trabalhos voluntários para benefícios de outras pessoas. Nosso objetivo é disseminar a cultura dos Primeiros Socorros e capacitar mão de obra voluntária para situações de emergência.

CN - Como e quando surgiu a Brigada Voluntária de Emergência?

Paulo - Surgiu no município em novembro de 2004, depois que conhecemos a entidade Amigos da Vida vinda do Rio de Janeiro, que desenvolvia projetos sociais com o propósito de salvar vidas, começando por ensinar a comunidade sobre Primeiros Socorros.

CN - Como chegaram os primeiros membros da Brigada Voluntária de Emergência?

Paulo - Em novembro realizamos nosso primeiro curso para treinamento de voluntários, com a ajuda dos Amigos da Vida. Na época o curso aconteceu no Colégio São Thomaz de Cantuária e contou com a presença de 27 voluntários. A partir de janeiro de 2005, esses treinamentos passaram a ser realizados, regularmente, todos os meses no município.

CN - Por quantos voluntários é composta a Brigada Voluntária de Emergência?

Paulo - Atualmente, temos em nosso quadro de voluntários cerca de 230 voluntários, sendo que dessa quantidade temos em média 40 a 50 ativos que participam com freqüência dos treinamentos de salvamento.

CN - A Brigada existe desde 2004, e a partir 2005 vocês passaram a fazer treinamentos todos os meses, então, quantas pessoas já foram capacitadas até o momento?

Paulo - A última contagem que fizemos data de 2011. Na época calculamos um total de 7 mil pessoas treinadas no município. Com certeza, já ultrapassamos esse número.

CN - Quando e como acontecem os cursos da Brigada Voluntária de Emergência?

Paulo - Nossos cursos são ministrados à comunidade de forma gratuita, a única exigência para as pessoas que querem participar é que cada aluno doe um quilo de alimento que será distribuído, posteriormente, para instituições que atendem pessoas carentes. Entre os dias 30 de novembro a 01 de dezembro aconteceram os últimos treinamentos deste ano. Retornaremos com novos cursos em 2014.

CN - Quais instituições a Brigada Voluntária de Emergência costuma ajudar?

Paulo - Com os alimentos que arrecadamos através das doações dos alunos dos cursos de primeiro socorros, ajudamos a Renascer, uma organização que cuida de dependentes químicos, a Creche Estrela da manhã do bairro Jardim Limoeiro, o Abrigo São Francisco de Assis, do bairro Lama Preta.

CN - Para quem são destinados os treinamentos ministrados pela Brigada Voluntária de Emergência?

Paulo - Para públicos de todas as idades, sexo, cor, religião. Enfim, não excluímos ninguém. Apenas, é importante que o aluno detenha a leitura e a escrita para que tenha facilidade na compreensão. Temos alunos de 11 anos e até senhoras que participam e compartilham com o grupo suas experiências de situações de emergência que viveram com um filho, um neto.

CN - Que tipo de salvamento a Brigada Voluntária de Emergência está pronta para realizar?

Paulo - Hoje, estamos preparados para atendimento de primeiros socorros, combate a incêndio, emergências químicas e salvamento em altura. Em caso de desmoronamento, por exemplo, nós teríamos condições de gerenciar o local, isolar a área, afastar as pessoas. É mais ou menos como o papel da Defesa Civil, o de gerenciar a situação, até que cheguem os responsáveis pelo resgate, nesse caso, o Corpo de Bombeiros.

CN - O que mais motiva o grupo de pessoas que formam a Brigada Voluntária de Emergência?

Paulo - A transformação que cada um passa em sua vida pessoal e também profissional. Muitas das pessoas chegam à Brigada Voluntária de Emergência sem grandes perspectivas, depois de algum tempo, vislumbram novos horizontes e descobrem que podem ir além. Uma de nossas colegas deu um depoimento dizendo que passou a fazer um curso em técnico de enfermagem depois que conheceu a Brigada Voluntária de Emergência. Isso é gratificante e nos motiva a continuar.


  


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